sábado, 5 de dezembro de 2015

Melissa e John - A Viajem




– Porque diabos, você precisa me ligar a essa hora para marcar passeio Juli, é sério só pode estar de brincadeira ou querendo tirar sarro da minha cara.
– Eiiiii... não precisa ficar toda brabinha
– E eu ainda não posso nem ficar brava com você, por que?
– Porque você me ama horas.
– Uauuu, nem tenho como te retrucar depois de descobrir que amo você. Mas e agora como a sua pessoinha, da qual eu sou completamente apaixonada vai lidar com o fato de que me acordou quando a pouco havia conseguido dormir, e que sabe muito bem que tenho problemas em relação ao sono. Como você vai me fazer dormir em?
– Só um minutinho que eu já resolvo este problema meu amorzinho.
– Ai que debochado.

Escutei Julian solta uma risadinha, e logo escutei passos e uma porta rangendo ao fundo. E ouço Juli falar: – John você vai ter que fazer a Angel dormir.Comecei a chama-lo, mas ele não me ouvia, provavelmente estava com o telefone longe dos ouvidos, ou fingindo que não me escutava. Comecei a suar, pensei em desligar o telefone, mas não conseguia, a única coisa que saia desesperadamente por minha boca, era minha suplica para entender o Juli estava fazendo, porque ele tinha que falar com John.

– Juli, Juli ... o que você esta fazendo. 
– Só um pouquinho Mel 
– Que merda é essa de só um pouquinho. 

Então ouvi Julian explicando a John: Eu acordei a Mel mesmo sabendo que ela tem problemas com o sono e trabalha tarde, então para ela não ficar com mais raiva do que ela já esta de mim, você pode cantar para que ela pegue no sono, você sabe que ela ama a sua voz. - Julian, vou fazer isso só porque é a Angel, e você sabe que ela me encanta, mas por favor me faça um favor, deixe-a dormir, não fique acordando ela se você pode ligar para ela em outro horário. 
Se eu já havia trancado minha respiração quando comecei a escutar a conversa, quando John me chamou meu nome no telefone, o resto de ar que tinha sobrado em meus pulmões se esvaíram. 

– Melissa, você ainda esta ai.
– humrum - foi a única palavra que consegui verbalizar no momento. 
– Já falo com você, só me da um minutinho. 

Julian, agora que você já me entregou o telefone e e aceitei fazer seu favor, pode sair do meu quarto que quero ficar sozinho com a ela. 
Então escuto novamente passos e uma porta fechando, seguido de um 'valeu irmão'. Não sei porque comecei a rir, e quando John voltou a falar comigo, eu estava a soltar risinhos. 

– Sou eu que estou a lhe causar esses risinhos. 
– Desculpa, mas eu estava recriando cenas aqui na minha cabeça, viajando no mundo da lua como você sabe. 
– Claro, a minha pequena sempre esta sentadinha na sua nuvem buscando estrelas. 
– aham, bom, aham ... Joh você não precisa cantar pra mim, eu estava incomodando o Juli, já que ele havia me acordado, hammm você não ´precisa se incomodar comigo, logo eu pego no sono, eu escuto uma música e durmo. 
– Eu sei, por isso que estou aqui, eu quero que você durma ao som da minha voz e não ao som de outro. 
– John ... hammmm ... não é que eu não queira, você sabe que eu não gosto de ser incomodo para ninguém. 

John, não me respondeu, apenas me chamou de teimosa e começou a cantar. Não vi o tempo passar, não sei quando adormeci, sei que essa foi uma das melhores noites que tive. Não entendo como uma pessoa pode me fazer ficar dessa forma, ou ainda como o fato de escutar a sua voz possa me deixar nas nuvens e me fazer esquecer dos problemas, como diz o Juli, ou eu estou apaixonada ou preciso ir no médico. Sinceramente preferia a segunda opção, pois estar apaixonada não é bom sempre tudo se estraga se esvai, no final eu acabo sozinha sem nada. 

***

Julian havia me acordado as quatro horas da maldita manhã, para me convidar para sair a tarde, mas não havia me dito para onde iriamos, apenas disse, ao encerrar a ligação amanhã vamos sair eu você e os meninos.

Me xinguei mentalmente para parar com aquela lenga lenga e ir logo para o banho, porque hoje seria o dia, e ainda por cima tinha marcado aquele passeio com Julian, ah como queria ter dito 'não', mas o meu mal é não conseguir dizer não posso, não quero, não vou ao Juli. Peste de menino!

***

Você deve estar se perguntando se Juli e eu somos namorados, ou se estamos apaixonados, mas sinto contar lhes que somos amigos. Juli conquistou meu carinho e amizade, num dia chuvoso, em que me encontrava perdida e ele veio me sorriu, ensolarado meu dia. E é pelo carinho e amizade que ele sempre me dá que eu nunca conseguirei dizer não a ele. Não só isso, nossa amizade vai além, nós somos almas gêmeas com um porém, não somos a alma gêmea que você deve estar pensando, até porque não existe apenas alma gêmea para amantes, amigos também encontram a sua, e Juli é a minha alma.

– Eii bustika, você não vai me falar onde eu vou encontrar vocês?
– Não conheço.
– Ahh... o que não conhece?
–A bustika de que me esta chamando. - soltei uma gargalhada e logo pedi que ele me falasse de uma vez para onde iriamos.
– Hummm. É surpresa, só preciso que você arrume uma mochila com o necessário para uma viagem.
–Viagem? Julian eu não posso sair da cidade, você sabe que tenho que trabalhar na palestra desta sexta.
– Então nós sairemos depois da sua palestra, e nem me venha com desculpas Mel que sei que depois você quer descansar para iniciar seu novo livro, então o que estou te proporcionando é um prazer na sua vidinha solitária.

Fiquei em silêncio por um tempo digerindo o que Juli havia falado, principalmente a parte em que ele chamou minha vida de solitária. Eu sei que ele não esta enganado, o que faço é só estudar, trabalhar e a única pessoa que me tira da prisão que me enclausurei é ele, mas também ele não precisa me lembrar sempre da escolha que fiz. Ficar sozinha não é tão ruim, desde que meu coração foi feito de cacos decidi que não queria ninguém, mas isso não estava incluído minha família e amigos, o problema é que recebi uma proposta de trabalhar no que queria, mas para isso teria que deixar meu conforto, casa amigos para traz, e já que nessa nova cidade eu não conhecia nada e ninguém não me importei de ficar sozinha, tudo levava para esse caminho se não fosse Juli.

***

Quando Julian chegou com uma van tamanho família me assustei não pensava que ele arrastaria junto dos os meninos da sua banda, pensei que ele trairia o John, mas todos ah essa já foi uma das surpresas, agora só queria saber quais mais viriam e para onde Juli, estava nos arrastando.
Chegamos num parque natural, repletos de famílias e trailers, Juli havia nos arrastado para uma área de acampamento o que me surpreendeu, pois eu amava lugares assim, me deixava mais perto da minha casa, me trazia cheiros e lembranças boas. Não percebi, mas acabei sorrindo de orelha a orelha.

– Eu sabia que você ia gostar.
–  Eu amei Juli, amei. Obrigada - agradeci com um abraço bem apertado e um beijo na sua bochecha.
– Isso Mel, me dê bastante carinho, porque daqui a pouco você estará me espancando.
– O que você aprontou para pensar que ficarei a ponto de lhe dar uns bons tapas.
– Você não vai ficar com vontade você me dará os tapas.
– Logo mais, primeiro vamos pegar as malas.

Fiquei encucada pensando o que Juli, havia aprontado, para ter certeza que eu lhe daria uns bons tapas. Enquanto meu cérebro criava inúmeras respostas tentando adivinha o que Juli estava aprontando, fomos descendo da van e pegando nossa malas.  Com as malas em mãos, seguimos para o caminho que Juli apontou para nós, seguimos caminhando colina acima até ficarmos de frente para dois trailers, um era grande enquanto o outro era menor, haviam cadeiras mesas, uma churrasqueira e uma estradinha de pedras que levava para o lago logo abaixo do trailer, também haviam redes presas nas arvores, e uma pequena quadra de basquete. O lugar era lindo, podia passar horas ali e nunca estaria enjoada, ali era um lugar que com toda certeza recarregaria minhas energias, e ajudaria com a escrita do meu próximo livro.

– Chegamos pessoal - disse Juli
– Adorei esse lugar, vamos aproveitar cada segundo - os meninos falaram  ao mesmo tempo.
– É muito lindo, adorei esse lugar também - eu disse
– Então rapazes vocês comigo para o trailer - disse Juli apontando para o trailer maior, com exceção de você John, você vai com a Mel para o outro.
– Como assim, não podemos ficar no meus trailer. Vocês só pode estar brincando. - lancei um olhar feroz para que ele confirmasse que eu daria mais cedo ou mais tarde aqueles tapas que ele tinha adivinhado.
– Ah vocês não só podem como devem, vocês precisam de um momento só de vocês para resolver de uma vez por todas esses sentimentos que não querem admitir.

Enquanto fuzilava Juli com os olhos, John pegou minha mão e me puxou na direção no outro trailer.

– Melissa, vamos você sabe que não vai adiantar nada discutir com o Julian, ele vai te persuadir no final, e também não deve ser tão ruim assim passarmos um tempo a sós.
– É isso que tenho medo - sussurrei.

Depois de ter guardado as coisas no trailer, e acima de tudo assimilado que estaria sozinha num trailer com John, fui para cozinha começar a preparar a comida para os meninos, pois eles devim estar famintos como eu estava. John me ajudou a preparar a massa e os camarões. O espaço era pequeno o que casou diversos toques, uns sem querer outros não.

– Vamos comer pessoal.

Sentamos todos, e entre conversas e risos a comida foi acabando. Levantei e fui arrumar os sorvetes, sabia que os meninos gostavam, principalmente da forma com que eu fazia.

– Eu fiz com banana e morango como vocês gostam.

Assim que coloquei a bandeja na mesa os garotos avançaram, porém John foi o último a pegar o seu. Quando ergui meus olhos para seu rosto não consegui desgrudar daquela boca e daquele sorriso sacana. Por um momento eu desejei que aqueles lábios estivessem sobre os meus e como eu queria puxa-lo e surpreender aquela boca com um beijo que o fizesse lembrar de mim sempre que pensasse em sorvete de morango, porém esses desejos ficaram apenas no meu pensamento, na realidade o que eu fiz foi arregalar os olhos e me assustar com a sua proximidade. Devo ter ficado um tempo ali parada, porque alguém fez aquele famoso som de 'aham aham' o que me acordou da minha pequena alucinação para me deparar com John se afastando de me deixando com uma piscadinha.
Respirei uma duas, três vezes e olhei na direção em que o 'aham' havia vindo e fiz uma careta para Julian que me atirava beijinhos e flechas. Por mais que ele ficasse um fofo fazendo aquelas e carinhas e não só parecesse um cupido, mas ainda por cima tivesse aquele rosto angelical, não pensei duas vezes e belisquei sua perna. O que gerou um aí bem alto, e olhos voltados na nossa direção.

–Tinha um bicho ali na sua perna.
– Desde quando se mata com beliscão.

Agora não eram apenas olhos na nossas direção eram gargalhas e mais gargalhas, e quando percebi até Juli e eu estávamos rindo.
CONTINUA na segunda parte (...)


P.S: Essa Fanfic conto, crônica ou qualquer nome que você queira dar, ou eu chama-la é criação minha. Por favor respeite os direitos autorais dela.

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