domingo, 8 de novembro de 2015

Conto: Desejos Contidos


Elly recebe uma ligação, é Gael seu melhor amigo. Ela atende, pega sua mochila de primeiros socorros, e saiu correndo desesperada rumo a montanha.

Onde você está, faz um sinal, de um grito, mas faça algo. Essa situação já esta me deixando apavorada. Você esta bem, me diga que esta bem.

-Elly, respira fundo.
_ Que respira fundo, você sabe o quando eu tenho medo de escuro. Gael o que foi isso, foi o que eu escutei bem, você esta rindo da minha cara é.
_Você é muito fofa sabia.
_Como você pode pensar nisso nessa situação. Ah eu quero bater em você.

Meus olhos estavam procurando por todos os cantos, procurando pela escadaria, porém não enxergava nada, o que estava me deixando mais assustada do que já estava. Continuei subindo, subindo a cada novo passo minha respiração ficava mais pesada, não escutava mais nada a não ser a voz de Gael pelo telefone.

Olhei para direita e nada, na esquerda também não havia nada, então der repente mais a frente na minha diagonal, uma luz fraca iluminava a escuridão dentro da floresta.

_Gael,porque você se enfiou na floresta. Ilumine a sua frente para que eu possa te encontrar.
_Ok.

Caminhei por mais um tempo e encontrei Gael caído no chão, com um sorriso no rosto. Nesse momento eu sentei uns bons tapas nele.

-Como você pode fazer isso me deixar nessa preocupação, estar rindo. Quero muito deixar você ai.
-Elly desculpa, eu encontrei algo que queria te dar, por isso entrei na floresta, mas acabei me afobando e torci o pé.

Agachei, coloquei minha mochila no chão, peguei sua perna machucada, conferi os arranhões tirei seu tênis o que causou um palavrão abafado, limpei os arranhões com água oxigenada, coloquei alguns emplasto no seu tornozelo então enfaixei seu pé. Acabado, sentei no chão coloquei a cabeça as pernas e suspirei alto, reclamando da aventura de Gael.

_Você esta com muita raiva de mim. Elly ...

Levantei minha cabeça e o encarei, havia pequenas arranhões no seu rosto. Minha raiva era por ele ter se arriscado para me agradar, estava me sentindo a culpa dos seus machucados, como se estivesse com as mãos atadas e não podia fazer nada, a não ser ficar observando ele se machucar cada vez mais por minha culpa.
_Vamos Gael, precisamos ir checar esse tornozelo, ele está muito inchado, você provavelmente tirou ele do lugar. Vamos antes que escureça mais ainda.

Nesse momento, Gael se aproximou pegou meu braço e me puxou na sua direção deixando-nos com os rostos colados. Me assustei e me afastei, porém ele voltou a me puxar para perto, fiquei com a respiração presa, não conseguia respirar, estávamos próximos demais, e aqueles olhos escuros, estavam acelerando meu coração e me fazendo suar. Ele foi se aproximando mais, porém fui mais rápido levantei num pulo bati as mãos nas calças, estendi minha mão na sua direção e o convidei para voltarmos para casa.
Com um pouco de esforço consegui ajudar Gael se levantar, mas não espera que ele seria mais rápido que eu. Assim que ele ficou de pé, me empurra colando minhas costas num pinheiro, ele apoio a perna machucada e com a outra ele me pressionou, com sua boca na minha orelha, ele sussurrou.

_Até quando você vai resistir.

Não disse nada, fiquei calada, olhando para baixo, esperando que ele dissentisse, porém ele pegou meu queixo e levantou lentamente, deixando meu lábios na altura dos seus. com o coração acelerado, não consegui pensar em mais a não naqueles lábios que pediam para ser beijados, então eu os beijei. Beijei com uma fome, da qual eu não pensei que havia em mim, beijei com uma ânsia, com saudade, com desespero. O Beijo só acabou quando ambos, precisaram retomar o folego que foi consumido por aquele beijo.
Ficamos ali nos olhando por algum tempo, nossa respiração era mais alta que os sons da floresta, que foi interrompida por Gael.

_Eu não sabia que você guardava tanto desejo assim por mim. Quer saber Elly, eu torceria meu pé inúmeras vezes, se você prometer que de recompensa eu ganharia mais desses beijos.
Para de falar besteira, você não precisa torcer o pé pra isso.
_ Ah, não preciso, é só querer beija-la que conseguirei. Se soubesse que fosse tão fácil assim, tinha feito antes.
_Também não é isso.

Gael, não deixou com que terminasse de falar, puxou-me para mais perto, e beijou-me novamente, seus lábios tinham a mesma fome que a minha, sua respiração acompanhava a minha. Seus lábios desceram pelo canto da minha boca, trançando beijos pela minha mandíbula, descendo pelo meu pescoço, enquanto suas mãos subiam pela minha coluna lentamente deixando me louca. Não pensei, não queria saber de nada, de certo de errado, só queria continuar aquele beijo, só queria que aquelas mãos tocassem todo meu corpo. Desci minhas mãos pelo seu peito, tracei linhas nas suas costas, e lentamente desci a mão para o cós da sua calça, porém Gael segurou minha mão e não deixou avançar. Ele pegou minha mão colocou em seu peito, beijou meu pescoço avançando lentamente até meus lábios, parou seus beijos e me encarou.

_ Aqui não é lugar pra isso Elly, vamos, você merece uma cama macia cheia de petá-las de rosas e não encostada nesse tronco áspero.,



P.S: Essa Fanfic conto, crônica ou qualquer nome que você queira dar, ou eu chama-la é criação minha. Por favor respeite os direitos autorais dela.

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